Pausa para Prosa

domingo, 20 de dezembro de 2009 · 1 comentários






Os pensamentos



Todos os dias eles aparecem,
Cada um com seu jeito, com sua forma.
Como seres humanos, parecem até ter vida própria
Querem nos persuadir e, às vezes, até conseguem.
Vêm nos cercar com suas ondas tão turbulentas,
E o marulho que produzem atordoa a percepção.
Deixam-nos à mercê de seus desígnios e planos,
Desencorajam-nos a dizer a verdade naqueles momentos,
Ludibriam-nos com tanta astúcia...


Ah, estes monumentos abstratos que possuímos ou que nos possuem quando nos entregamos aos deleites do incoerente;
Eles nos levam tão longe, e se deixarmos, nos roubam a paz e nos submergem na inércia da improdutividade intelectual.


Sim, nos deixam desamparados e sem recursos, pois a nossa audácia e intrepidez são inúteis diante de tamanha capacidade de desorganizar idéias, desestruturar intenções, modificar conjunturas e transições.


Possuem uma gama diversificada de ferramentas e trabalham quase que articuladamente, formando conexões com o que há de mais dissuasivo e influente no mundo invisível, no irreal e verdadeiro mundo da imaginação...


São capazes até de desmotivar sonhos, deliberar absurdos inconcebíveis, transformar  vontades efêmeras em atos irrefletidos, isso instantaneamente.
Fazem o corpo vibrar em sintonia com seus medos e anseios, assim como as mãos que tremem quando na presença do sagrado objeto de desejo.


A Força com que se manifestam dentro de nós mostra o quanto somos frágeis quando se trata de encararmos o incomensurável universo interior, pois nenhum mortal pode ver a alma, ainda que ela se reflita e externe sua presença nas lágrimas do ser mais inocente, o que a torna um soldado indestrutível, com sua poderosa retaguarda - o exército de pensamentos - que, mesmo com um tom meigo e brando, lançam voz de prisão e nos submergem no caos da incerteza.


Eles são muitos: visitantes, aqueles transeuntes que dão um leve sorriso e logo se vão e não mais os vemos; residentes, aqueles que trazem tudo, da ninharia de suas tralhas até o ofuscar de seus brilhantes, e resolvem fazer morada no tabernáculo da nossa consciência.


São eles! São eles! São eles!
Tome muito cuidado com estes nossos delírios imanentes...
Deveríamos ser seus senhores, e não ficar de joelhos ante a espada de seu jugo...
Mas será que conseguiremos ludibriar a perícia desses envoltos companheiros, por vezes tão amigos ou tão reveses?
Não sei.
Só posso prometer a tentativa de filtrar seus ideais, mas são eles que sentenciam a densidade e a intensidade da sua investida.
Somos apenas nós.
E eles?
São eles! São eles! São eles!








Pausa para Prosa

domingo, 13 de dezembro de 2009 · 4 comentários








O amanhã de ontem



Machuca-me, tortura-me, despreza-me
traz-me o vislumbre da realidade...
Ofusca-me a esperança, no estiar dos tormentos,
deixa-me a estigma na alma...
torna seca a folhagem de meus arvoredos,
produz-me o choro virtuoso, na virtuose da tristeza
em suas virtudes...
Pequenos grandes instantes
Grandes pequenos momentos
Vicissitude ralhada...
Leva-me a contornar o inexistente
Faz inexistentes os contornos
Torna incontornável a existência
Produz o existir da cólera
Traz a cólera da existência
Esse dia, ah, esse agora...
Faz-me provar nos lábios o gosto das lágrimas
Faz-me enxergar o livreco que represento
ante os livros da história, na história dos livros, ante a história dos outros...
Faz-me nu, ante a riqueza alheia
Avilta o amor que abrigo no peito,
Leva-me ao monte, ao calvário,
Crucifica-me o dia todo;
Deflagra o meu caos.
Degenera o meu pudor, macula meus olhos
Torna-me delinqüente, inconseqüente de mim mesmo,
leva-me à lua, a mostrar-me a “independência” de um astro iluminado;
Conduze-me ao sol, no infortúnio de levar-me a perceber que não possuo grandeza alguma ante a quinta arte e soberania desse astro;
Faz-me abstrato, transparente, translúcido, opaco
Suja-me a face, lança-me no ocaso;
Revela meus erros, todos eles;
Faz-me sofrer, eterniza a angústia
Angustia essa efêmera eternidade...
Amarra-me e corta-me os pulsos,
Lança-me no porão dos mártires,
na masmorra da tristeza incoerente,
deleitada na controvérsia da experiência...
E nesse oceano de tristezas incertas e de incertezas tristes,
me atraca ao pelourinho,
a fim de castigar-me por causa dos meus sonhos...
Torna minha poesia muda, e surda à realidade;
Faz-me eu mesmo. Apenas eu. Apenas isso.
Esse instante. Só isso.
Mostra-me ser filho do ontem e pai do amanhã;
Primo do passado,
Irmão incestuoso do futuro.
É hoje, só isso.



Do que vale a poesia, se minha prosa não tem valor?


Religião & Política

sábado, 5 de dezembro de 2009 · 3 comentários





O Sermão coadjuva o Estado




Mediocridade não é apenas insuficiência de qualidade, meio termo entre a opulência e a pobreza. Pode ser também o estado febril que acomete os perplexos e alienados. Indecisos quanto aos próprios desejos, muitos se negam a buscar conhecimento. Não por causa das próprias convicções, mas pela ausência delas. Sem saber o que acontece nos bastidores dos impérios religiosos, fiéis de todas as classes, raças e credos alimentam a máquina abstrata que concretiza as realizações de seus santos líderes. É fácil entender. Uma batina, terno ou qualquer indumentária característica faz as vezes das cortinas de um teatro. Intérpretes de um mundo irreal e verdadeiro trazem à mente do esfomeado as lembranças de grandes vitórias, resenhadas nos mais diversos e sagrados livros. Através da loquacidade, grandes nomes proliferam verdades eternas, trazendo a eternidade a uma sociedade tão efêmera quanto nunca antes.




A história não nos mente




Um show, para ser grande, precisa ser um grande show. Quando a imagem das forcas, fogueiras, racismo e preconceitos brilham à nossa frente, sentimos que se afugenta de nós a ignorância. A história não mente quando nos mostra a origem dos sistemas políticos, dos leitos combinados, das monarquias forjadas para a manutenção dos nepotismos, no enriquecimento dos embaixadores dos céus, na formação de estados e regimes de governo sob a luz e guarda da santa igreja e etc. Foi, é e sempre será um grande show. A sociedade precisa de um líder. As pessoas não sabem caminhar sozinhas. Se têm fome, não têm a mínima noção do que a origina. Provação divina, manifestações sobrenaturais e um espiritualismo desenfreado que venda a racionalidade, são algumas entre as milhares e milenares respostas que a engenhosa mente humana articula para encobrir a desgraça que é sua própria insuficiência. A crise econômica agora ganha outro nome, chama-se vontade ou permissão divina. A pobreza, mesma coisa.




Enquanto isso, por trás do pano de boca, onde a peça é ensaiada, os poderosos membros das elites religiosas programam seus discursos. O toque final, que dará beleza e graciosidade à gramática às vezes nem tão afinada – mas bem afiada – dos pregadores da prosperidade, será a palavra-chave, a solução de todos os problemas e desencantos que permeiam a psique humana, mas sempre na esfera individual. O campo social é quase esquecido pela prole da inquisição ou pelos reformistas da nova atualidade. Não se fala em reforma social. Nem em reforma política. Nem em transformação coletiva. O passado permanece. Um novo quadro se pinta a cada dia, mas com imagens velhas, tornando pitorescos os discursos sensatos e realistas, que cedem lugar a belas poesias contemporâneas, que alimentam a sede, a fome e a continuidade de um país sem território, sem vergonha, despudorado e achincalhado por tantas mazelas do poder público.





“Pedimos seu apoio”




Não se deve esquecer que o poder é alcançado, muitas vezes, por meio da religião. O personagem que macula a imagem do país é o mesmo que se ajoelha à frente do povo pedindo a bênção da vitória nas urnas. Com o apoio da classe religiosa, muitos cães assumem o lugar dos leões, e com isso o reinado da selva fica comprometido. A cada dia, cresce a multidão de miseráveis. Esses mesmos miseráveis agem como vítima e carrasco, na medida em que atribuem divindade a atos mesquinhos e fajutos por não serem detentores de um mínimo de sensibilidade, que lhes é ofuscada ainda mais pela falta de caráter e pela abundância de verborragias sofismadas, ministradas por quem só tem interesse em ver o crescimento do próprio curral.




Enquanto isso, a história continua a ser escrita, e o pobre cada vez mais pobre. A intrepidez dos altares não ultrapassa a porta dos templos nem das mesquitas. Isso porque o jogo de interesses naufraga o bom senso e a justiça. Alguém tem que ganhar, sempre. E esse alguém é sempre um alguém que já detém muito e, por já o deter, encontra facilidades no manípulo das mentes perdidas. É um fato lógico, já que a instrumentação requerida para manipular grandes massas não é o talento em si, mas subsídios para amplificar o raio de ação (a mídia é a grande arma), na arte da criação de uma nova realidade, o mundo da esperança, onde os problemas são aniquilados. Mas outro problema, não menos grave, fica insolúvel: O conclave dos manipuladores não é desfeito. Nunca foi e parece que nunca será. A razão parece óbvia, mas se torna obscura, pois a manta que cobre o frio dos desalentados também oculta uma realidade bem menos santa. Na fusão do sagrado e do profano uma oração solene é ouvida, na penumbra do teatro. “Em nome do bem faça-me o bem, que eu também o faço”.

Você

sexta-feira, 13 de novembro de 2009 · 1 comentários







Pensar em você é lembrar das coisas boas que me sobrevieram,
É reencontrar, na alegria, a esperança de novos rumos;
É sentir o cheiro da "chuva na terra", naquele fim de tarde...
Pensar em você.


Olhar em seus olhos é rever aquela foto que tirei aos dois anos,
Quando a inocência e a ternura, juntas, faziam morada única em mim;
Olhar em seus olhos é admirar o azul do infinito, tão terno, tão bonito,
Olhar em seus olhos.


Ouvir sua voz é apurar os ouvidos do coração,
É a sinfonia que nem o som das águas supera;
É a soma do clássico, da MPB, da bossa e do rock,
É a melodia, o ritmo e a harmonia...
Ouvir sua voz.


Falar com você é o diálogo mais louco,
Todo o tempo contigo ainda é tão pouco,
Que nem dá tempo pra dizer o quanto me é importante a tua companhia;
É restaurar as forças e a vida de um corpo inerte no caos...
Falar com você.


Enfim, pensar em você é como falar com você e,
Olhar em seus olhos, ouvir sua voz.
É como um sonho maravilhoso, um irreal e verdadeiro mundo de imaginações
Onde é proibido odiar e ferir e, sob as leis dos sentimentos,
É-se obrigatório amar e viver.


...Você.



albuquerque jr

Perfil - Um pouco sobre Amy Grant

segunda-feira, 9 de novembro de 2009 · 0 comentários


Amy Grant é uma cantora estadunidense. Ela nasceu em Augusta, Geórgia, durante a residência médica de seu pai. Ela ainda era um bebê quando a família retornou a Nashville. A mais jovem de quatro filhas, Amy e as irmãs (Mimi, Kathy e Carol) cresceram em uma casa com lealdade familiar forte e de fé religiosa fervente. Na igreja, ela aprendeu os hinos e histórias que inspirariam a vida e a música dela.
Como uma história de Hollywood, a entrada de Amy Grant na música começou enquanto ela trabalhava meio expediente varrendo chão e desmagnetizando fitas em um estúdio em Nashiville. O amigo dela, o produtor Brown Bannister, permitiu que ela gravasse uma fita de suas canções que ela queria dar para sua família.

O produtor da Word Records ouviu as músicas e disse ter achado um talento novo dentro de Nashville. Ele tocou a fita no telefone para os executivos da gravadora ouvirem. O contrato dela foi quase que imediatamente assinado aos dezessete anos de idade.

Em 1978 ela lançou seu primeiro álbum intitulado “Amy Grant”, e depois não parou mais. Foi um sucesso atrás do outro, e até hoje é assim.
No final da década de 90 a vida de Amy Grant ficou meio conturbada. Foi anunciada sua separação do cantor e compositor Gary Chapman com quem esteve casada desde 1982 e tiveram três filhos. Diante disso, surgiram boatos de que ela teria se afastado do Evangelho e que não gravaria mais músicas cristãs.

Fato certo é que nunca, nunca mesmo, uma cantora evangélica promoveu uma fusão tão grande entre a música religiosa e secular. Não é à toa que Amy está entre as mais vendidas dos EUA. Aqui no Brasil, a cantora tem especial carinho de muitos fãs e amigos, o que ela insiste em destacar em shows que faz nos Estados Unidos e em países da Europa.
É um pouco da história de uma cantora que, como tantas outras, tem o sucesso enraizado no talento, e não apenas no apoio midiático.





veja Amy Grant & Michael W. Smith cantando "Thy Word"
          amy grant official website - www.amygrant.com/

ECA - Novos Dispositivos & Mudanças

sábado, 7 de novembro de 2009 · 0 comentários




Configura-se assim...


Lei nº 12.010, de 03 de agosto de 2009, veio trazer algumas mudanças ao ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).

Ser maior de idade agora significa mais que apenas ter 18 anos. Significa também poder adotar uma criança, tornando-a filho seu. Antes, a idade mínima permitida era 21 anos, segundo o ECA. Isto pode ser considerado fator positivo ou negativo, depende de quem o observa. E como o observa. Alguns acreditam que a nova medida é perigosa, já que trata da possibilidade de entregar a vida de uma criança nas mãos de uma pessoa de 18 anos. Muito jovem?

Para quem tem a função de conviver com crianças e adolescentes - como Assistentes Sociais, Juízes da Infância e da Juventude, Conselheiros Tutelares e outros -, as mudanças podem ou não serem consideradas positivas. E podem ou não influir positivamente no desenvolvimento dos futuros envolvidos na consequência jurídica das medidas. "As alterações recentes no Estatuto regulamentam práticas adotadas pelo Judiciário e Conselhos Tutelares nas execuções de suas ações diariamente, ao meu ver em sua grande maioria são um avanço", afirma Wellington Alves, Conselheiro Tutelar da região Sul-Oeste de Juiz de Fora. Segundo Wellington, outros fatores também coadjuvam as possibilidades de melhoras. Entre os pontos principais destacados pelo conselheiro:

1) O acolhimento institucional (abrigo) de crianças e adolescentes em situação de risco, passa a ter critérios mais definidos, quando nossos infantes forem colocados nas instituições, obrigatoriamente deve ser remetido um relatório detalhado (circunstancial) de sua situação, o que facilitará o trabalho dos técnicos;

2) Regras mais claras também se aplicam quanto ao período de abrigamento, que não poderá exceder a dois anos, sem uma solução da situação jurisdicional da criança e/ou adolescente, seja com seu retorno para a família natural, família extensa ou para adoção;

3) A alteração reafirma um princípio já estabelecido no Código Civil e no próprio Estatuto (art 22), no que se refere ao direito/dever dos pais na educação, guarda, sustento e proteção de seus filhos;

4) A alteração deixa clara a obrigação do poder público em implementar politicas públicas para proteção, amparo e promoção das famílias em situação de vulnerabilidade, dando-lhes todas as condições necessárias para que possam cuidar bem de seus filhos, tais como: vaga em creches, escolas de tempo integral, suplementação alimentar, tratamento contra o alcolismo e demais drogas, etc, dando mais caminho e direção para as Promotorias e Conselhos Tutelares provocarem as Varas da Infância e Juventude para a responsabilização dos gestores públicos que descumprirem tais preceitos, que alias são apenas regulamentações e /ou reafirmações da CF88 (arts 204 e 227), do ECA (art 4º, 5º, 11, e outros), bem como da NOB/SUAS;

5) Quanto a redução da idade do adotando, acredito que é positiva no caso de irmãos, parentes ou pessoas do convívio da criança ou adolescente, nos demais casos particularmente eu vejo com preocupação; visto que cuidar de uma criança e/ou adolescente requer muito esforço e um casal ou pessoa jovem na maioria das vezes ainda está construindo sua vida e buscando a estabilidade financeira (estudos, trabalho, etc) o que pode comprometer os cuidados com essa criança.

Em linhas gerais, Wellington Alves acredita que a nova medida jurídica estende a proteção às crianças e adolescentes, trazendo ganhos e mecanismos reais para evitar seus afastamento da família natural. "Nos casos em que tal medida excepcional e transitório for necessária, a medida cria mecanismos para impedir a longa permanência em instituições, e isso é muito positivo", destaca.

Sociólogo e Conselheiro Tutelar Claudinei dos Santos Lima - Região Leste da cidade, acredita que a redução da idade do adotante - que antes era 21 e agora 18 -, são apenas adequações das legislações - nesse caso do que consta do Código Civil. "A meu ver não há grandes impactos, já que todo o trâmite precisa ser feito pelas mãos do Judiciário que conta com equipe técnica - além do mais a idade entre o adotante e o adotado deve ser de 16 (dezesseis anos) de diferença, dessa forma a pessoa de 18 pode adotar uma criança entre 0 e 02 anos", lembra.

Para o Conselho Tutelar o destaque fica para as mudanças que atingem o Art. 136, nas alterações referentes ao Art. 101 - que tratava do abrigo que agora passa a denominar-se acolhimento institucional, juntamente com o programa de acolhimento familiar (família acolhedora). Conforme diz a nova Lei 12.010, em seu art. 1º, § 1º, “toda intervenção estatal (Judiciário, Polícia, Conselho Tutelar, etc.) deve visar a orientação e só em extrema e imperiosa justificativa deve ser retirada do lar de origem”. "Creio ser importante esse imperativo - já que era doutrinário e agora expresso - uma vez que muitos, Brasil a fora, por motivos torpes e inexplicáveis e ao arrepio da lei, aplicavam medidas de abrigo sem justificativa legal", observa Claudinei.

Por fim a Lei 12.010 trata do que também já era princípio Constitucional - que é a celeridade e a prioridade absoluta à criança e ao adolescente - agora definindo então prazos, como o de no máximo 120 dias para conclusão do processo de Perda ou Suspensão do Poder Familiar.

Claudinei reafirma a necessidade do cumprimento jurisdicional. "No mais que a Doutrina da Proteção Integral seja entendida e aplicada, que a Família seja a matriz de atuação de todos. Criança e adolescente - prioridade absoluta hoje e sempre", destaca.


veja mais...



http://www.cruzeirodosul.inf.br/materia.phl?editoria=44&id=217572

http://www.jusbrasil.com.br/noticias/1628523/lei-12010-dispoes-sobre-adocao-e-altera-o-estatuto-da-crianca-e-do-adolescente

http://camaraecamara.wordpress.com/2009/08/04/lei-nacional-da-adocao-presidente-lula-sanciona-lei-da-adocao-em-90-dias-apos-a-publicacao-provavel-040809-ela-entra-em-vigor/

http://www.tactus.com.br/?p=1681


Mídia social dá poder ao cliente

segunda-feira, 2 de novembro de 2009 · 1 comentários

O impossível controle da informação




A mídia espontânea é extremamente poderosa. É inquestionável a soberania dos veículos eletrônicos. Um exemplo, onde os números são claros: Susan Boyle, uma irlandesa quarentona anônima, solteira, que passou a vida cuidando da mãe – que faleceu há pouco tempo, já teve seu link no youtube acessado por mais de 30.000.000 de internautas. Até agora. Isso porque ela participou de um programa musical na Inglaterra, que, evidentemente, soube fazer o jogo imagem-talento muito bem. E o fato de a imagem não ser tão proporcional ao talento, gerou uma bela audiência.

Esse é apenas um exemplo. Não precisa ir mais longe para comprovar o poder da net. É só você buscar na memória. Tem algum fato lá que comprova isso, não é? Logo, as empresas também sabem isso. E sabem também que não é nada interessante terem seu nome comprometido. Ainda mais se caírem na net. Aí o estopim detona. Então, é mais interessante investir na qualidade dos serviços, trabalhar na promoção de uma imagem sólida no mercado, desenvolver uma comunicação mais eficiente com os stakeholders, com seu quadro funcional principalmente.

É evidente a necessidade de comunicação com os funcionários. Mostra mais uma preocupação com possíveis resultados negativos do que propriamente com a busca de melhores resultados. Mas a busca por melhores resultados também é evidente.

Logo a palavra-chave também é poder. O cliente pode. Ele consegue. A imagem de uma empresa pode ser atingida por um comentário de blog! (claro, há que se considerar a posição e credibilidade ocupada pelo blog, entre outros fatores) Mas o fato é que não é preciso ter tanto poder assim, para mexer com o poder de uma empresa. Logo, é inteligente, por parte da empresa, se utilizar esse veículo, também, para promover sua comunicação. Os profissionais de comunicação também precisam estar atentos aos sites de relacionamento a todas as outras modalidades de mídia social.

Logo, é contraproducente, por parte da empresa, prescindir do bom senso e do respeito aos funcionários, clientes e fornecedores e ao público em geral. Pois a informação tem um peso. Ela nasce em algum ponto.  O difícil é determinar esse ponto, hoje em dia. E não dá pra eliminar o ponto. Caso o pior aconteça, em última análise, é necessário desmenti-lo.

Quando Se Vê - Mário Quintana

sexta-feira, 2 de outubro de 2009 · 3 comentários

é um e-mail que recebi... são coisas tão singelas, tão evolutivas.
que nos levam à relexão, sempre.





A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira. ..
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê, já se  passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado.
Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas.
Desta forma, eu digo: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo;
A única falta que terá, será desse tempo que infelizmente não voltará mais.

Injustiça na Instância Máxima da Justiça Brasileira

terça-feira, 22 de setembro de 2009 · 2 comentários





Alunos de jornalismo de várias partes do país vivem um momento de desânimo e frustração. É isso. Além do desrespeito à vocação de milhares de estudantes - e profissionais da área jornalística -, a decisão do STF, de banir a obrigatoriedade do diploma em jornalismo para o exercício da profissão, demonstrou profunda desconsideração, por parte dos responsáveis por essa barbárie jurídica [a opressão é sempre comum nas esferas mais elevadas do ordenamento social], à história desse país. Mas o espaço para essa discussão pede vírgulas e reticências... Não cabe aqui, agora.

A insatisfação dos futuros jornalistas brasileiros é tão perceptível quanto a presença da injustiça nos camarotes, conclaves e bastidores do belo cenário político que se instaurou nessa nossa ainda "Ilha de Vera Cruz". Basta dirigir a qualquer estudante de comunicação a mesma pergunta que alguns repórteres "desavisados" fazem ao parente de uma vítima de desatre: "Como você se sente?". É desnecessário um elevado espírito crítico, ou conhecimento filosófico, para imaginar a resposta. É isso.

Mesmo insatisfeita com o tremendo achincalhamento sofrido pelos jornalistas brasileiros - e por ela mesma - a estudante de jornalismo Mariana Donato (Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora - CES/JF) se mantém firme em suas convicções. "Sempre quis fazer jornalismo. E sempre pensei que, para informar, é preciso informar direito. Fazer o curso de Comunicação é investir em mim, é investir na qualidade da informação", destaca a acadêmica.

Rosto Vermelho

É um sinal de acanhamento, timidez e/ou vergonha. Isso mesmo. E é disso que alguns poderosos do  mercado da comunicação brasileira precisam. O problema é que eles ficam com as bochechas vermelhas de tantos churrascos que realizam. Só festa. Vergonha na cara, nada. Questiona-se, sinceramente, a lisura dos processos de aprovação de qualquer medida que parta de qualquer dos poderes deste país. A boa ética há de suscitar a necessidade da quebra de sigilo bancário de todos os "Ministros" desse STF que aprovaram a não-brigatoriedade. E fazer uma posterior comparação com os vencimentos e rendimentos dos outros Ministros que não participaram dessa chacina moral. "É vergonhosa a atitude do STF. Fico triste por um ato tão inconsequente. Mas acredito na força da nossa competência e preparação profissional", lembra a também estudante de jornalismo Daniella Brum (CES/JF). Fazendo coro com Daniella, a universitária Aline Novaes (CES/JF) descreve um pouco sua visão de curso. "A relação teórico-prática valida o curso que faço. Na faculdade, temos um direcionamento curriular do jornalismo. Esse direcionamento acrescenta, ajuda, prepara e capacita o profissional", ressalta Aline.

O mundo não acabou (Ainda)

Mas ainda há esperança. O senador Geraldo Mesquita (PMDB/AC) manifestou apoio à proposta de emenda constitucional (PEC 33/09), que torna novamente obrigatório um diploma específico da profisão de jornalista. Embora inicialmente tenha apoiado a decisão do STF que derrubou a obrigatoriedade do diploma, o senador disse que mudou de ideia. "Essa situação precisa ser rediscutida. Precisamos introduzir no ordenamento jurídico mais uma vez a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão, ressalvada todas as situações", disse Mesquita. de acordo com o texto da PEC, especialistas de outras áreas são autorizados [pemanecem autorizados/grifo nosso] a atuarem na condição de colaboradores e aqueles qe já possuirem registro profissional na área, mesmo sem ter o diploma, poderão continuar a exercer o jornalismo". Precisa ser jurista para tal intuição? É preciso dominar as ciências jurídicas para recorrer a um raciocínio tão óbvio?
A resposta é sua, prezado internauta.

A PEC 33/09 foi apresentada pelo senador Antônio Carlos Valadares (PSB/SE) logo após a decisão do STF e é relatada na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado (CCJ) pelo senador Inácio Arruda (PCdoB/CE). Será que isso não faz parte de um plano maior, talvez o presságio de um futuro amordaçamento da classe profissional que trouxe luz ao conhecimento social?
A resposta é sua, prezado internauta.


[fonte//apoio-agência senado.gov]

confira aí...

www.senado.gov.br/agencia/verNoticia.aspx?codNoticia=94787&codAplicativo=2
www.senado.gov.br/agencia/verNoticia.aspx?codNoticia=94626&codAplicativo=2
http://www.jornalistasdiplomados.blogspot.com/
www.diariodonordeste.globo.com/noticia.asp?codigo=26794&modulo=966

e tantos outros...

vale a pena refetir...

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EduWork & Prof. FGV Dr. Ronaldo Pontes Miranda - JF/MG

Reputação. A imagem consolidada pelos fatos

terça-feira, 15 de setembro de 2009 · 0 comentários


O vocábulo reputação [lat. Reputatione] remete ao conceito de fama, renome, o que diferencia o termo, a priori, de imagem [lat. Imagine], que consiste em vários significados, entre eles, na definição do dicionário Aurélio, “aquilo que evoca uma determinada coisa, por ter com ela semelhança ou relação simbólica; símbolo”, que também não significa identidade [lat. Identitate], que, na definição do dicionário Aurélio pode ser “o aspecto coletivo de um conjunto de características pelas quais algo é definitivamente reconhecível, ou conhecido.”

Falar de reputação organizacional não é tarefa simples, que prescinda experiência e conhecimento conceitual de termos específicos e suas variações, como os acima expostos. Atualmente, as empresas se vêem forçadas a conquistar a confiança dos consumidores, uma vez que, imersas em uma integração econômico-financeira das sociedades de vários países (dic. Aurélio, globalização), inseridas estão no novo sistema de difusão de informações. Sistema este que mudou o significado da palavra tempo, uma vez que este termo parece não mais existir na vida da classe empresarial e, consequentemente, no proletariado. O mundo gira em torno do trabalho, em torno das finanças. O próprio sentido da vida parece não existir mais, se não estiver associado à linha do pensamento capitalista, à geração de receita.

Nestes termos, temos a constatação de que a necessidade de reavaliação do comportamento humano é inevitável. O oceano de informações que submerge a sociedade, ao mesmo tempo em que contribui para fortalecer o conhecimento, dilui o mecanismo crítico dos menos favorecidos, como nas palavras do jornalista Ricardo Noblat: “o excesso de informação desinforma”. Mas mesmo com a ferrugem de suas engrenagens cognitivas, a sociedade de hoje consegue perceber os acontecimentos de maneira mais esclarecida, associando o acontecimento, às vezes de fundamento óbvio, ao fato originador desse acontecimento. Isto quer dizer que, numa sociedade onde a informação flui na mesma velocidade dos acontecimentos (o fenômeno da simultaneidade das informações), é necessária a promoção de acontecimentos positivos, já que eles serão divulgados num caminho por vezes sem volta

É nesse caminho que nasce a rosa

As organizações vivem um momento histórico. Assim como os fatos políticos e sociais, a nova economia integra novas necessidades; impõe novos ditames; inclui, no cardápio de obrigações das empresas, a incumbência de zelar pela própria reputação, haja vista que não há mais tanta diferença na oferta de produtos e serviços ao mercado. Sendo assim, a disparidade comportamental das organizações é que será a balança fiel na hora de definir as escolhas dos consumidores. Nesse momento em que a empresa segue uma trilha de dificuldades, torna-se necessário irrigar o solo de sua sustentação. Ela deve priorizar sua imagem junto à sociedade. Essa imagem é uma semente que precisa ser regada, dia a dia, para que os resultados apareçam. A boa reputação florescerá, se o caminho for bem trilhado.

"[...] A imagem nasce de uma percepção instantânea, algo muito leve como uma pluma... instantânea, sem continuidade no tempo e no espaço e insustentável no confronto com a prática. Com a reputação é diferente. No contato com a realidade, ela não se dissolve como um sonho, ao contrário, sustenta-se na harmonia de uma identidade sólida e uma imagem coerente. Pode assumir novas formas, mas a sua essência, o seu núcleo básico de atributos e valores permanece inalterado. À luz da atualidade, parece-me que o conceito de reputação começa a afirmar-se. E logo se tornará mais decisivo para a perenidade das empresas do que o culto onipresente da imagem [...]".
Francisco Viana in: Reputação: a imagem para além da imagem

 

Trabalhando na promoção de imagens corporativas, o comunicador da atualidade deve agregar, a seus conceitos particulares, o valor social da nova era. A proposta é enquadrar-se no ambiente socialmente correto, levando ao conhecimento da sociedade aquilo que de fato está sendo realizado pela organização que ele representa. É claro que a empresa não estará tirando pombos do chapéu. Ela há de desenvolver uma comunicação séria e verdadeira, apoiando suas políticas administrativas e sociais no seio da realidade, quer dizer, a empresa precisa viver o que diz, visando afirmar-se.

A boa reputação é um bem primoroso; ela estimula e dissemina a idéia de que vale a pena estar em conformidade com a honra, com a postura ética. A boa reputação é o pêndulo do relógio social; é por ela que o mercado percebe a eficiência e a necessidade da existência de uma organização, de uma empresa. A boa reputação é a tela que a sociedade precisa ver pintada, para vislumbrar que a arte de uma boa gestão pode colaborar grandemente para o desenvolvimento social e para o fortalecimento da economia de um país.

"[...] Qual é a coisa então que não se pode piratear, nem copiar, e que é só tua? É a reputação. [...] não se pode ter um discurso externo e uma prática interna diferente. [...] Reputação é a única coisa que pode te dar garantia de longevidade, e este é hoje um grande desafio enfrentado pelas empresas. Reputação garante a sua atratividade e responde aquela pergunta: ‘como atrair o consumidor?’ e minha reputação é boa, eu consigo atrair. E minha reputação é boa se os meus valores e as práticas a ele atreladas forem condizentes [...]". 
Lala Deheinzelin in: Brasilidade, reputação e sustentabilidade.


"[...] A reputação é uma representação mais consolidada, mais amadurecida, de uma organização, embora, como a imagem, se constitua numa percepção, numa síntese mental. Poderíamos dizer que a reputação é uma leitura mais aprofundada, mais nítida, mais intensa de uma organização e que, na prática, apenas um número reduzido de organizações chega a ser contemplada com este nível de representação. Pode-se construir uma imagem de uma organização com alguma facilidade, mas a reputação resulta de uma interação maior, vivenciada por um tempo mais longo e com mais intensidade. Alguns autores traduzem reputação como sinônimo de fama e. [...] A imagem pode ser formada a partir de um único ou poucos e fugidios “momentos de verdade”, mas a reputação é a síntese de vários contatos e leituras efetuados ao longo de um tempo. Simplificadamente, quando tenho uma imagem de uma organização, eu acho que ela, eu sinto que ela é ou representa alguma coisa; quando compartilho a reputação de uma empresa eu sei, eu tenho certeza sobre o que ela é ou representa [...]".

Wilson da Costa Bueno in: A personalização dos contatos com a mídia e a construção da imagem das organizações.

Entendemos que a associação desses valores – boa imagem, identidade e reputação – origina um bem tão importante quanto todos os ativos que uma empresa possa ter, cria mais do que o fortalecimento de uma organização: estabelece um nexo profundo entre a empresa e a sociedade. Embora o coletivo, de maneira geral, possa não perceber, de forma explícita, o que a empresa faz – as ações sociais, a preocupação pela sustentabilidade, a coerência de atitudes, a conformidade contínua nos ritos da qualidade, o tratamento com os funcionários, entre outros –, o corpo executivo dessa organização pode estar certo de que, a longo prazo, sua imagem estará consolidada no mercado. Talvez bem mais que isso: estará consolidada na mente da sociedade.

Assim, esperamos ter contribuído com todos, no anseio de reduzir a distância entre o “saber” e o “não saber”, nesse segmento tão importante e atualmente tão oportuno, da comunicação organizacional







A busca da boa reputação: a intenção

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“... os comunicadores corporativos brasileiros estão fazendo escola pelo mundo afora.”
Leda Beck, Revista Valor Setorial, texto A arte dos construtores de imagem, p.14


A comunicação corporativa tem demonstrado ser a balança fiel das empresas na hora de averiguar a receptibilidade ou não de informações prestadas pelas organizações, seja para o público interno ou externo. Num mercado política e socialmente transformado, onde as mudanças na rotina administrativa de uma empresa são tão constantes, é necessário o desenvolvimento continuado de novas performances na hora da comunicação. Não que os conhecimentos e valores que as experiências do passado proporcionaram devam ser prescindidos e desconsiderados; o fato é que os novos procedimentos no mundo moderno da informação se sobrepõem, congregando, em novos modelos de atitude profissional, experiência e inovação, no propósito de atingir um nível de excelência no fluxo da comunicação organizacional.

Trabalhando na promoção de imagens corporativas, o comunicador da atualidade deve agregar, a seus conceitos particulares, os valores sociais da nova era. A proposta é enquadrar-se no ambiente socialmente correto, levando ao conhecimento da sociedade aquilo que de fato está sendo realizado pela organização que ele representa. É claro que a empresa não estará tirando pombos do chapéu. Ela há de desenvolver uma comunicação séria e verdadeira, apoiando suas políticas administrativas e sociais no seio da realidade, quer dizer, a empresa precisa viver o que diz.

E a maneira como vem sendo desenvolvida a comunicação organizacional no Brasil tem chamado a atenção das matrizes internacionais de empresas aqui estabelecidas; esta é a razão da frase supracitada por Leda Beck, no cabeçalho deste artigo. Merece atenção especial o fato de as empresas estarem se preocupando em mensurar a eficácia da comunicação por elas divulgadas; e, para isso, se servem de pesquisas e profissionais de áreas diversas, visando obter uma quantificação – nesse caso, a busca da “materialização dos resultados” – manifestando aí a intensa preocupação em ter sua imagem pública associada ao correto, ao honesto, ao socialmente íntegro, visando tornar tangível a medição de o quanto elas são bem vistas. É a eterna busca em manter a reputação sadia e incólume.

Na constante busca por resultados positivos, a empresa desenvolve conexões entre os valores sociais evidentemente necessários ao progresso coletivo e seus próprios valores. Esta é a chave para criar, no universo cognitivo da sociedade, a associação entre as ações da organização e o que é realmente benéfico para o coletivo. Dessa forma, um novo conceito se desenvolve na comunicação empresarial: a eficácia da comunicação só acontece quando o velho princípio da informação flui corretamente – o emissor se utiliza do canal correto (meio), codificando seus propósitos dentro de um contexto intercultural (que entendo como adaptação de ideais particulares ao um propósito predeterminado, propondo a aculturação), para que o receptor (decodificador) compreenda a razão de determinada organização estar presente em seu país. Isso faz do comunicador um Edu-articulador, neologismo da própria Valor Setorial, o que nos leva a entender mais claramente o porquê de a comunicação ser a ferramenta mais poderosa na formação do pilar mais importante de uma empresa: sua reputação.

Texto-base: Brasilidade, reputação e sustentabilidade, de Lala Deheinzelin

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“A economia do século XXI é cada vez mais focada nos intangíveis e nesse contexto tudo aquilo que está associado a valores, conceito, identidade, reputação é o que dá o diferencial.”
“O papel da comunicação é cada vez mais central e estratégico nas tomadas de decisão de uma empresa.”

Lala Deheinzelin


Parafraseando Manuel Castells posso dizer que a tecnologia da informação trouxe o mundo para o agora de maneira mais acelerada do que os procedimentos de outrora o levara para o ontem. E, tal como o tempo, a maneira de levar adiante tudo o que se aprende também variou. E essas mudanças, principalmente tecnológicas, fizeram a humanidade caminhar numa pressa tão desmedida, que a cognição humana às vezes não consegue captar eficientemente todas as informações que recebe. E nesse contexto nasce a necessidade de se trabalhar o fenômeno da comunicação considerando todas as condições e possibilidades de um novo mundo.

E, de fato, a onda desenvolvimentista que derramou sobre a sociedade o hábito de realizar todas as coisas, buscando uma falsa versatilidade, no sentido de ser capaz de desenvolver várias atividades simultaneamente, fez o mundo mergulhar num oceano de individualidade, onde as pessoas não são mais [e apenas] as pessoas em si, mas [são] aquilo que têm, aquilo que constroem, a imagem que desenvolvem. Nesse mesmo circuito transitam as organizações. E as adaptações à modernidade as levaram a empurrar seu quadro funcional no mesmo sentido, até que chegassem a um ponto – o presente que vivemos – onde a questão meramente técnica e desenvolvimentista se vê obrigada a validar, sob pena de sucumbir no mercado, as questões éticas, se necessário em detrimento do apenas pecuniário.

O comportamento exigido pelo “novo mundo dos negócios” pede várias garantias ao partícipe do mercado; entre elas, a observância de preceitos já em desuso, mas que sempre foram, são e serão a flecha arremessada rumo ao sucesso, que são a honestidade, a integridade, a coerência entre o falar e o proceder, atos que trafegam juntos no mesmo sentido – levar a empresa à conquista de uma imagem positiva, criando uma identidade que se consolide, trazendo para si a vitória de uma reputação que gere resultados positivos.

Aí entram outras questões, em se tratando de Brasil. Além de ter que se adaptar ao mercado, as organizações precisam fazer diferença nesse mercado. E um fator que tem agregado valor às instituições é demonstrar compromisso e preocupação com as questões ambientais, a sustentabilidade. Nesse aspecto, a empresa mostra à sociedade que não se preocupa apenas em ver o crescimento de seu parque tecnológico e produtivo. Antes, busca promover a interface entre a tecnologia e a preservação do meio ambiente, propondo diálogos sociais e midiáticos sobre o tema, alicerçando assim sua imagem junto ao público, stakeholders ou apenas sociedade em geral.

Aliado à boa reputação, segue o dinamismo, necessário para o desenvolvimento da organização. E aqui, no Brasil, as empresas devem buscar a energia natural que emerge da cultura deste país. Aproveitando os recursos abundantes, sejam humanos e/ou históricos, utilizando-os como ferramenta na construção da imagem, na consolidação de uma identidade que encontre raízes na nacionalidade, na brasilidade.

Iniciativa. É um sinal de que a inércia perdeu seu lugar. Produtividade. É um sinal de que a capacidade de atrelar qualidade e tempo à redução de custos já vigora. E a visão do mercado vai muito além destas duas questões, tão pontuais; é preciso associar a idéia de sustentabilidade à de brasilidade, mostrando que é interesse da empresa expor a imagem de um Brasil que ama seu território, o território de atuação da empresa, e que a empresa colabora com esse Brasil, levando a cultura do país em seus produtos, em seu nome, ou até mesmo em sua identidade. Assim, duas reputações serão trabalhadas: a de um Brasil que cresce – no mercado e no desenvolvimento –, e a de uma empresa que se consolida, junto ao país, firmando suas bases – seus valores e suas ações – na alma e no coração desse mesmo Brasil. E também para o mundo.

responsabilidade

Espaço de conteúdo [basicamente] acadêmico. Ainda em construção, este blog publica textos entregues em trabalhos da faculdade, além de pensamentos e comentários do próprio autor. A intenção é justamente essa: que você leia e critique. Que você goste ou não. Dividem a responsabilidade comigo os que comentam neste espaço.
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By Ferramentas Blog