Sobrevivendo à realidade

domingo, 19 de dezembro de 2010 ·



    
 Tempos modernos. Pós-modernidade. Tudo que as pessoas fazem é condicionado a uma dependência jamais vista – [é preciso que o mundo veja, é preciso que se midiatize]. Um foco na observação social vaticina olhares diferentes sobre coisas iguais [claro, é a manutenção da individualidade], ao ponto que as desigualdades parecem invisíveis a quem pode, de fato, intervir nelas. Há um abalo interno em cada criatura. Há uma bomba-relógio armada nos corações. Há um resquício de humanidade na humanidade.
  
    Ainda existem possibilidades de facilitar as coisas, de tornar o [mundo] mais suportável e menos desigual. Enquanto isso não acontece [o que parece ser mais provável], busca-se alternativas alienantes, das químicas às abstrações ideologicamente produzidas nas 'usinas de esperança', sempre visando tornar suportável uma existência talvez insatisfatória. Não existe um veredicto absoluto sobre as questões da vida e sobre a essência da realidade. Continua-se a pensar. A existir. A sobreviver.



[imagem: google]

10 comentários:

Ana Kalil disse...
19 de dezembro de 2010 13:10  

As pessoas estão muito ansiosas, ansiedade esta devida ao individualismo. Estamos sempre olhando para o nosso " umbigo", correndo atrás de coisas inúteis e deixando o essencial ( que é o amor, o tempo) de lado.

Abraços pra ti! E concordo com o que diz...

Shuzy disse...
20 de dezembro de 2010 15:55  

Abalos internos... Restos de humanidade... Vamos sobrevivendo assim, metade cheios, metade vazios...


(Obrigada por passear sempre em meu blog, teus comentários pequenos presentes pra mim!)

Jose Ramon Santana Vazquez disse...
20 de dezembro de 2010 19:13  

...traigo
sangre
de
la
tarde
herida
en
la
mano
y
una
vela
de
mi
corazón
para
invitarte
y
darte
este
alma
que
viene
para
compartir
contigo
tu
bello
blog
con
un
ramillete
de
oro
y
claveles
dentro...


desde mis
HORAS ROTAS
Y AULA DE PAZ


COMPARTIENDO ILUSION
PENSAMENTO REFLEXO

CON saludos de la luna al
reflejarse en el mar de la
poesía...


AFECTUOSAMENTE : OS DESEO UNAS FIESTAS ENTRAÑABLES 2010- Y FELIZ AÑO 2011 CON TODO MI CORAZON….


ESPERO SEAN DE VUESTRO AGRADO EL POST POETIZADO DE ACEBO CUMBRES BORRASCOSAS, ENEMIGO A LAS PUERTAS, CACHORRO, FANTASMA DE LA OPERA, BLADE RUUNER Y CHOCOLATE.

José
Ramón...

:) disse...
21 de dezembro de 2010 00:16  

Olá, Albuquerque!

É um prazer tê-lo no blog, pois curto muito suas ideias.

Muito obrigado! Um forte abraço, meu caro amigo jornalista!

Te espero sempre por lá.

Pedro Antônio

Alessandra disse...
24 de dezembro de 2010 17:34  

Feliz Natal!!!
Tudo de melhor que houver nesta vida para vc.
Um abraço.
Alessandra

Denise Rodrigues disse...
27 de dezembro de 2010 20:59  

" a esperança é a ultima que morre.."
gosto dessa frase,mas não vio por ela..
adorei o texto..

Renato Hemesath disse...
9 de janeiro de 2011 01:57  

Ótimo teu post!
Tu colocou muito bem, é preciso sobreviver e para o sujeito, eu acredito que seja necessário esta constante insatisfação, pois através dela que ele pode sentir-se impulsionado a mover algo de seu lugar.

Obrigado pelo acesso ao Cine Freud.

Os torrents dos filmes estão nesta página: http://www.cinefreud.com/p/filmes-analisados-disponiveis-para.html

Um abraço

Ruth.Lima disse...
22 de janeiro de 2011 21:50  

Parabéns pelo texto e o tema abordado. Infelizmente vivemos nessa realidade tão ... Cruel !

Jodenir disse...
24 de fevereiro de 2011 19:50  

Me pergunto como ser pós-moderno se olho em volto e vejo que a modernidade nem chegou aos meus vizinhos...

Poeta Renato Douglas disse...
11 de março de 2011 19:49  

Olá adorei teu blog, lindo mesmo. Parabéns. Fique a vontade para fazer uma visitinha ao nosso “Alto-falante” e seja mais um membro. Você é nosso convidado especial. http://poetarenatodouglas.blogspot.com/.
Um grande abraço!

Renato Douglas!

responsabilidade

Espaço de conteúdo [basicamente] acadêmico. Ainda em construção, este blog publica textos entregues em trabalhos da faculdade, além de pensamentos e comentários do próprio autor. A intenção é justamente essa: que você leia e critique. Que você goste ou não. Dividem a responsabilidade comigo os que comentam neste espaço.
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