“A economia do século XXI é cada vez mais focada nos intangíveis e nesse contexto tudo aquilo que está associado a valores, conceito, identidade, reputação é o que dá o diferencial.”
“O papel da comunicação é cada vez mais central e estratégico nas tomadas de decisão de uma empresa.”
Lala Deheinzelin

E, de fato, a onda desenvolvimentista que derramou sobre a sociedade o hábito de realizar todas as coisas, buscando uma falsa versatilidade, no sentido de ser capaz de desenvolver várias atividades simultaneamente, fez o mundo mergulhar num oceano de individualidade, onde as pessoas não são mais [e apenas] as pessoas em si, mas [são] aquilo que têm, aquilo que constroem, a imagem que desenvolvem. Nesse mesmo circuito transitam as organizações. E as adaptações à modernidade as levaram a empurrar seu quadro funcional no mesmo sentido, até que chegassem a um ponto – o presente que vivemos – onde a questão meramente técnica e desenvolvimentista se vê obrigada a validar, sob pena de sucumbir no mercado, as questões éticas, se necessário em detrimento do apenas pecuniário.
O comportamento exigido pelo “novo mundo dos negócios” pede várias garantias ao partícipe do mercado; entre elas, a observância de preceitos já em desuso, mas que sempre foram, são e serão a flecha arremessada rumo ao sucesso, que são a honestidade, a integridade, a coerência entre o falar e o proceder, atos que trafegam juntos no mesmo sentido – levar a empresa à conquista de uma imagem positiva, criando uma identidade que se consolide, trazendo para si a vitória de uma reputação que gere resultados positivos.
Aí entram outras questões, em se tratando de Brasil. Além de ter que se adaptar ao mercado, as organizações precisam fazer diferença nesse mercado. E um fator que tem agregado valor às instituições é demonstrar compromisso e preocupação com as questões ambientais, a sustentabilidade. Nesse aspecto, a empresa mostra à sociedade que não se preocupa apenas em ver o crescimento de seu parque tecnológico e produtivo. Antes, busca promover a interface entre a tecnologia e a preservação do meio ambiente, propondo diálogos sociais e midiáticos sobre o tema, alicerçando assim sua imagem junto ao público, stakeholders ou apenas sociedade em geral.
Aliado à boa reputação, segue o dinamismo, necessário para o desenvolvimento da organização. E aqui, no Brasil, as empresas devem buscar a energia natural que emerge da cultura deste país. Aproveitando os recursos abundantes, sejam humanos e/ou históricos, utilizando-os como ferramenta na construção da imagem, na consolidação de uma identidade que encontre raízes na nacionalidade, na brasilidade.
Iniciativa. É um sinal de que a inércia perdeu seu lugar. Produtividade. É um sinal de que a capacidade de atrelar qualidade e tempo à redução de custos já vigora. E a visão do mercado vai muito além destas duas questões, tão pontuais; é preciso associar a idéia de sustentabilidade à de brasilidade, mostrando que é interesse da empresa expor a imagem de um Brasil que ama seu território, o território de atuação da empresa, e que a empresa colabora com esse Brasil, levando a cultura do país em seus produtos, em seu nome, ou até mesmo em sua identidade. Assim, duas reputações serão trabalhadas: a de um Brasil que cresce – no mercado e no desenvolvimento –, e a de uma empresa que se consolida, junto ao país, firmando suas bases – seus valores e suas ações – na alma e no coração desse mesmo Brasil. E também para o mundo.
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